Parabéns Una 88 anos de emancipação política

Quando Deus criou a Terra sobrou alguns pedaços. Aí perguntaram o que deveria ser feito com os restos de terra, e Ele falou UNA isso ai.

É meus amigos já é dia 02 de Agosto de 2012, nossa cidade completa hoje, 88 anos de emancipação política. Porém o que comemorar? Devemos comemorar o passado? Devemos somente olhar para trás e lembrarmos de como a nossa cidade foi?
Ou devemos comemorar o presente? Devemos sair nas ruas agora, nesse momento, para vermos os trios passarem pela Avenida David Fuchs, os cantores se abaixarem para não se esbarrarem nos “PÉS DE JAMBRE”, a diversão na tradicional avenida dos nossos micaretas.
Ou devemos parabenizar o futuro? Mas qual será nosso futuro? Teremos Avenida para comemorar nossas vindouras Micaretas? Teremos alegrias para comemorarmos essa data? Ou reformulando minhas perguntas todas: TEREMOS CIDADE PARA COMEMORARMOS MAIS 1 ANO DE EMANCIPAÇÃO POLÍTICA???

É meus amigos e minhas amigas, essa é nossa Una. Nossa Una de sempre, quanta saudade do passado da nossa cidade.

Vamos relembrar? As imagens abaixo foram retiradas do site do Google.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

David Fuchs em 1906

 

Bloco As Virgens 1988

 

O último pé de Eugênia, ou Jambre

 

Que saudades!

 

Micareta de 1989
Viram quantas fotos lindas de nossa cidade? Pois nossa cidade foi devastada, nossa cidade foi saqueada, foi humilhada, invadida por pessoas que infelizmente não lhe fizeram bem. Hoje somos notícia por destruição, por violência, por abandono de bem público, enfim somos uma cidade se rumo, sem futuro.

 

 

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Enfim, os anos passam, ficam-se as pessoas que resistem, nessa cidade que a cada dia está ficando mais abandonada, mais esquecida. Dizem que cuidam dela, mas sabemos que não fazem isso.
Infelizmente nossa cidade não é mas a mesma. E por isso eu continuo me perguntando: O que temos para comemorar?

O fim da Fanfarra de Una?

O fim da Avenida David Fuchs?
O fim dos Pés de Jambre?
O fim dos blocos de Rua tradicionais e a nossa micareta?
O fim da tranquilidade?
O fim da harmonia?
O fim da cultura da cidade?
O fim da segurança?
O fim da AABB?
O fim do Clube Social e sua quadra?
O fim das nossas festas tradicionais?
O fim das nossas estradas?
O fim da nossa juventude?
Enfim, que fim devemos comemorar? Seria o fim do nosso fim? Ou o fim do fim que está por vir? Ou até mesmo se comemorarmos, aquele esperado fim das coisas que estavam para acontecer, não aconteceram, porém tendem a acontecer?
Ou devemos também primeiro achar onde está o fim do poço, pois estamos caindo em um buraco grande, e se não dermos freio nas atrocidades cometidas pelas pessoas contra nossa cidade iremos continuar caindo em um caminho sem fim, e pior de tudo, talvez, sem volta.
Sabe, se há míseros 15 anos atrás, fosse possível trancar, congelar, esconder, enfim, deixar incomunicável uma pessoa, com as lembranças de Una daquele ano, eu acho que ao despertá-la para a data atual, a mesma estaria atônita, sem saber se essa é a mesma cidade que ela lembrava de 15 anos atrás. Pois há 15 anos se achava que nossa cidade não poderia rebaixar tanto, mas infelizmente, como já disse, entramos em um poço do qual não conseguimos sair. E a cada dia que passa esperamos o fim de alguma coisa, pois o fim, para a nossa cidade vem sendo o único mal irreparável, a cada dia que passa nos aproximamos dele.

Nosso povo vai embora, nossos jovens se perdem, nossas casas são invadidas, nossas crianças não brincam mais, nossas festas não acontecem mais. Não sei para onde nossa cidade vai.

Mas no mais, gostaria de mesmo assim, parabenizar os unenses, por ainda assim acreditarem na cidade, e aos poucos que aqui sobraram, continuarem a viver e aprender a sobreviver nos tempos atuais. Parabéns Una, que a partir do ano que vem, seus munícipes possam ser mais felizes, e que no seu próximo aniversário tenhamos uma excelente festa para comemorar seu dia. Além é claro de tempos melhores para você. Tempos que nos tomaram com administrações pífias e mal fadadas.

Que os próximos 88 anos sejam diferentes Una, e que você e seu povo possam voltar a sorrir.

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