DEM E PSDB VÃO ENTRAR COM AÇÃO CONTRA CENTRAIS SINDICAIS

O PSDB e o DEM estudam entrar com uma ação na Justiça Eleitoral contra as cinco centrais sindicais – Força, CUT, CGTB, CTB e Nova Central – por causa dos discursos de líderes sindicais durante a assembleia da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat), em São Paulo, realizada na última terça-feira.
Durante o evento, sindicalistas defenderam a continuidade do governo Luiz Inácio Lula da Silva e alertaram para um “retrocesso”, em clara referência ao pré-candidato tucano à Presidência, José Serra. O evento, pago pelo imposto sindical, que desconta um dia de salário ao ano de todos os trabalhadores com carteira assinada, custou pelo menos 800.000 reais, segundo o deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), presidente da Força Sindical.
Segundo a edição desta quinta-feira do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), afirmou que o caso já está sob análise do departamento jurídico da legenda. “Se é para cumprir nosso papel, nós vamos cumprir, mesmo que para eles não faça a menor diferença”, afirmou. “O desrespeito é diário e permanente”, continuou. “Se voltaram a fazer dossiê, são capazes de fazer de tudo.”
Durante a assembleia, o presidente do PT paulista, Edinho Silva, assumiu o microfone falando “em nome do companheiro José Eduardo Dutra”, presidente do PT nacional. Delineou o cenário eleitoral, com rasgados elogios a Lula, e disse que “é preciso avançar ainda mais e aprofundar as mudanças do governo”. “O Brasil não pode ter retrocesso”, afirmou, em referência ao governo tucano.
Segundo o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), é “natural e desejável” que o partido entre com representação contra as cinco centrais sindicais, especialmente pelo uso de verba do imposto sindical. “É dinheiro público”, salientou.

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