UNA: Município tranquiliza moradores quanto à febre amarela

Bahia já teve uma morte confirmada. Porém, vítima não pegou doença no estado.

Nos últimos dias estamos acostumados a ver na imprensa notícias de registros de casos da Febre Amarela. Por isso o Atitude em Una foi procurar a secretaria de saúde da cidade, para obter informações sobre a situação dos postos de saúde e preparações para prevenção e cuidados contra esse suposto surto.

Procura nos postos está acontecendo todos os dias. No Centro de Saúde (foto), a sala para vacina é, por enquanto é a sala 2 – Foto: Di Rusciolelli

De antemão, é importante frisar que Una não se encontra entre os municípios baianos considerados de risco. Tendo em vista que não há registros de morte de primatas não humanos (macacos) nem casos suspeitos registrados entre humanos.
Segundo a secretaria de saúde da cidade, até o presente momento a Secretaria de Saúde do Estado da Bahia – SESAB, por meio da Diretoria de Vigilância Epidemiológica – DIVEP, não divulgou nenhuma nota técnica que classifica Una ou a nossa região como área endêmica ou de risco.

Além disso, e até por precaução, a secretaria de saúde municipal também informou que mesmo não havendo riscos na cidade, é muito importante que a população esteja atenta as suas vacinas. Mesmo quem tenha certeza se já tomou a vacina, é bom checar. As pessoas podem se dirigir as Unidades Básicas de Saúde da cidade, de segunda a sexta, das 8hs às 17hs. Não faltam vacinas nos postos.

De acordo com Catarine Rocha, enfermeira responsável pelo programa de imunização municipal, a recomendação para as pessoas já vacinadas é de que não se desesperem, uma vez que a vacina utilizada na dose padrão de 0,5ml é altamente eficaz e geradora de imunidade prolongada, dispensando, assim, uma nova vacinação. Ela ainda enfatiza que essa é uma recomendação do Ministério da Saúde. Catarine ainda informa que a vacinação é recomendada apenas para as pessoas que fizeram o uso da mesma de forma fracionada. Esse tipo da vacina tem validade apenas de 8 anos. Mas, de acordo com ela, em Una, não foram aplicadas vacinas fragmentadas, por isso também, não há necessidade de pânico.

A secretária de saúde municipal, Gleiciane Birschner informou  que alguns municípios baianos irão participar da campanha de vacinação contra a febre amarela de forma seletiva. Isso se deve ao fato de haver registros do vírus entre primatas encontrados mortos, principalmente na região metropolitana de Salvador. São eles: Salvador, Candeal, Vera Cruz, Itaparica, Camaçari, Mata de São João, São Francisco do Conde e Lauro de Freitas.

Gleiciane reforça que demais localidades da Bahia, inclusive Una, não entrarão, até o presente momento, para a lista de municípios considerados endêmicos ou riscos. Ela ainda disse que um dos casos que aconteceu de morte na Bahia, o caso recente em Itaberaba, (vejam aqui), não foi um caso registrado de contaminação em solo baiano, mas sim, a pessoa estava vindo de Taboão da Serra para a cidade de Itaberaba. Ele não era vacinado e os sintomas se apresentaram antes mesmo de chegar na Bahia.

Febre Amarela – O que é? Como se prevenir?

A prevenção também passa por cuidados com o danado do mosquito do Aedes.

A febre amarela é uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por vetores. Geralmente, quem contrai este vírus não chega a apresentar sintomas ou os mesmos são muito fracos. As primeiras manifestações da doença são repentinas: febre alta, calafrios, cansaço, dor de cabeça, dor muscular, náuseas e vômitos por cerca de três dias. A forma mais grave da doença é rara e costuma aparecer após um breve período de bem-estar (até dois dias), quando podem ocorrer insuficiências hepática e renal, icterícia (olhos e pele amarelados), manifestações hemorrágicas e cansaço intenso. A maioria dos infectados se recupera bem e adquire imunização permanente contra a febre amarela.

Todos os casos de febre amarela registrados no Brasil são do tipo silvestre. Isso quer dizer que a transmissão ocorreu pela picada dos mosquitos Haemagogus ou Sabethes, que vivem predominantemente em áreas silvestres e de matas. Primeiro, eles picam um macaco doente e adquirem o vírus. Depois de alguns dias, eles já são capazes de transmitir a febre amarela a outros macacos ou humanos.

É importante ressaltar que os macacos, micos etc, não transmitem a doença e que matar ou maltratar animais é crime ambiental e só dificulta as ações de vigilância epidemiológica. A transmissão se da apenas pela picada do mosquito. O macaco é vítima como nós.

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