Tempo de esperança – Eleições 2016 em Una

Uma jovem unense enviou para nosso site o texto abaixo. Uma reflexão profunda, sincera e que deve ser levada em conta para as eleições que se aproximam. A mesma nos pediu anonimato.

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” (…)pra te amar, te servir ou morrer.”

Um dia prometi a mim mesma que nunca escreveria, falaria, discutiria ou qualquer outro “_ia” sobre política, principalmente em épocas de eleições municipais. Mas vou quebrar meu jejum de uma vida inteira – 23 anos – para dizer algumas coisas sobre o que tenho refletido nos últimos dias.

Vejo jovens vendendo seus votos, sua expressão de cidadania, pelas mais diversas coisas: dinheiro, cerveja, camisas de blocos, ingressos de festas… jovens que não estão preocupados com o próprio futuro, muito menos com o da cidade, mas sim com o agora, com a boemia que antes eu pensava ser direito apenas dos mais velhos. Outros tantos preocupados com os benefícios pessoais que podem vim a receber num possível governo (um contrato, uma prestação de serviço…) e querem escolher o melhor para si, não para o povo.

Vejo também aqueles jovens que não esperam por propostas sólidas e bem estruturadas, mas que estão cegos por promessas vãs que, como uma droga, abrandam o coração instantânea e momentaneamente, mas que, em poucos minutos, o efeito passa e fica ainda pior. Vejo outros desacreditados, desiludidos com o município, alguns montes até já partiram para outros tantos lugares mundo a fora por terem adquirido a certeza de que aqui eles “não tem futuro”.

Não obstante, vejo adultos hipócritas dizendo que a realidade da cidade precisa mudar, mas que não querem dar oportunidade ao novo e ajudar numa mudança de verdade nos rumos da história do município. Outros que pararam no tempo e no espaço e estão acomodados em seus empregos medíocres – e quando falo “medíocres” não me refiro a salários, mas à sede pelo novo – achando que são os outros que precisam mudar a realidade, as novas gerações, as crianças que são “o futuro da nação”.

Tenho visto isso e muito mais, mas vou me limitar aos exemplos citados para dizer que não entendo como uma população que se acha no direito de criticar os políticos pode agir assim. Como questionar o descaso dos políticos se o que vemos a todo instante é, também, o descaso da população com os rumos da própria cidade?!

Um dia eu fui esse “futuro da nação” (e não tem tanto tempo assim, ok?!). Quando eu era apenas o futuro, meus pais me ensinaram que um dia eu seria o presente e, quando esse dia chegasse, eu precisaria estar preparada para exercer a cidadania da forma correta. Hoje, eu sou o presente e, por ser esse presente, preciso estar presente.

Hoje, mais do que nunca, eu QUERO fazer parte dessa geração que carrega o nome da cidade no peito, que não tem vergonha de dizer de onde é, que acredita no potencial da sua terra, que luta para elevar o nome do seu povo, que sabe que precisa ajudar a construir um PRESENTE melhor almejando um futuro promissor.

Quero que meus filhos (que terei um dia) possam olhar para minha história e ver que ela se entrelaça com a história da minha terra. Quero ser NOBRE FILHA DA RAÇA DOS FORTES, quero me sentir representada pela primeira estrofe do hino da minha cidade.

Uma nova campanha política se inicia e, junto com ela, tudo que um dia já vimos. Por amor à nossa terra, análise detalhadamente as PROPOSTAS dos candidatos e escolha aquele que tem os melhores projetos para o POVO. Assuma um posicionamento de cidadão unense e faça do seu voto um gesto de amor por nossa cidade.

“Deus te salve, torrão abençoado!”

 


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