O Sul é Meu País – É o que irão dizer sulistas no sábado – Conheça movimentos separatistas do Brasil

Gaúchos que já não se sentem brasileiros
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O movimento Sul é o Meu País vai promover neste amanhã, 7, uma consulta popular com a pergunta: “Você quer que Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul formem um país independente?”.

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Foram mais de 30 mil voluntários e o movimento está organizando 3.043 urnas para que sejam depositados os votos, os organizadores esperam contar com a participação de mais de 1 milhão de votantes assinalando a opção “sim”. “Se, assim como ocorreu na Espanha, o governo central quiser pelear, nós também vamos pelear pelo nosso direito”, disse o coordenador do movimento, o jornalista Celso Deucher.

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Apesar da disposição de pelear, nenhuma repressão ao plebiscito é esperada. De fato, o resultado favorável à separação não terá nenhuma consequência prática. “Trata-se de uma votação simbólica, mas que vai servir como coleta de assinaturas para pressionar o Congresso para, em 2018, aprovar um plebiscito oficial, que deve ser realizado com a eleição presidencial”, afirmou Deucher.

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Segundo os organizadores, a condição mínima para votar é que o eleitor seja maior de 16 anos e morador de um dos três Estados. Ainda segundo a organização, o custo do plebiscito ficou em torno de R$ 25 mil, dinheiro que teria sido arrecadado pelos próprios colaboradores do grupo.

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Deucher nega que o movimento tenha como base o preconceito em relação às outras regiões do País, mas deixa escapar pensamentos como: “Estamos cansados de trabalhar aqui embaixo enquanto os de cima aproveitam do banquete”.

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Ainda não existe uma definição de como seria a República Sul Brasileira – esse é um nome fantasia usado por alguns membros do Sul é o Meu País. Existe ainda uma ideia rudimentar de batizar a própria moeda de “pila” – nome que, segundo Deucher, seria popular na região.

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Movimentos separatistas no Brasil

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Além do movimento O sul é meu país, que é de longe o mais adiantado e por assim dizer organizado, devido ter mais tempo em atividade, no Brasil existem outros movimentos separatistas. Conheçam alguns deles:

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Nordeste Independente – Uma nação nordestina

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Também conhecido como Gesni, o grupo tem como objetivo a autodeterminação de uma área da região nordestina. Para o grupo, o Brasil contemporâneo sempre adotou políticas com o intuito de proteção às empresas do Sudeste, o que prejudicou o consumo do povo nordestino. Um dos livros que alicerçam as ideias da entidade separatistas é “Nordeste Independente”, de autoria de Jaques Ribemboim.

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Na prática, um Nordeste Independente está muito distante de existir, mesmo para os seus simpatizantes. Ainda também não aparecem em grande quantidade. No Facebook, comunidades que desejam a separação do Nordeste (com Bahia e Maranhão) têm 2,5 mil e 2,8 mil participantes. De acordo com o presidente do Gesni, é preciso amadurecer a ideia e analisar com cautela a forma de levá-la adiante, para não ferir a constituição. Em 2002, ele publicou o livro Nordeste Independente pela editora Bagaço, que vendeu, de acordo com o próprio autor, mais no Sul e Sudeste do país que no Nordeste.

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Conheçam sua página no facebook: https://www.facebook.com/Movimento.NE.independente/

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Pernambuco acima de tudo

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O grupo que discute um Pernambuco independente do resto do Brasil nas redes sociais surgiu de um morador da cidade de Newark, nos Estados Unidos, a seis mil quilômetros de distância do Recife. O professor de artes marciais Jonas Correia começou a pensar em separatismo ao perceber uma diferença cultural entre os pernambucanos e os brasileiros de outros estados. “Há muitos imigrantes aqui e nós não nos parecemos com eles. A culinária, os hábitos, o modo de encarar o dia a dia, a forma de falar e até a personalidade é diferente. Fui me afastando da definição de ‘povo brasileiro’ principalmente porque não gostava que pensassem que eu fazia de um povo com o qual não me identifico”, explica.

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A “nação da garoa” – São Paulo Independente

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Não queremos perder nossos recursos para a federação, que retorna apenas 6% em investimento do que pagamos em impostos. Outro ponto importante é que as leis serão totalmente ligadas à necessidade local. Hoje, se um estado inteiro quiser a legalização da maconha ou a pena, ele tem que viver sob as leis que representantes de outros lugares criaram.” – Luiz Giaconi, Movimento São Paulo Independente (28 mil pessoas).

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Eles reivindicam, segundo eles, o inalienável direito de autodeterminação dos povos às diversas regiões da América Portuguesa (Brasil), cansados de oferecer propostas para melhorar o estado brasileiro e desiludidos com o atual Pacto Federativo. Por isso, eles decidiram, em comum acordo lançar um manifesto  em nome dos Povos e Nações deles.

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Conheçam o site  deles: http://www.saopauloindependente.org/

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Um santo país – O Espírito Santo é Meu País

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Oficializado há dois anos, o movimento defende que o Espírito Santo se separe do resto do Brasil. Os membros do grupo separatista  já organizam, inclusive, uma consulta popular para saber a opinião dos capixabas sobre a proposta.

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De acordo com o publicitário Guga Lima, fundador do movimento, o grupo já conta com mais de 200 participantes ativos. Eles argumentam que da lista dos dez países menos corruptos do mundo, nenhum deles é maior do que o estado do Amazonas. Para o fundador, a crise política e econômica que o Brasil enfrenta nos últimos anos reforça a importância do Estado ser autônomo.

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Não temos nenhuma semelhança étnica ou cultural com o resto do país. O capixaba das montanhas, por exemplo, se comunica em italiano. Por outro lado, somos mal administrados e representados. Os senadores sequer conhecem os outros estados. Hoje temos condições de nos sustentar porque não somos mais o primo pobre do sudeste como há 20 anos.” – Gleidson Lima, Movimento Espírito Santo é o meu País.

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Mesmo após ter decretado falência e não conseguir pagar seus servidores e aposentados em dia, ter universidades estaduais fechadas, bem como hospitais e muito mais,  há pessoas que vivem no Rio de Janeiro que organizam um movimento separatista. O Movimento O Rio é o Meu País é uma organização que defende a independência política do Estado do Rio de Janeiro, pretendendo ser o representante da população fluminense que apoia essa ideia. Seu objetivo é difundir essa ideia ante a população fluminense e defender a criação da República do Rio de Janeiro, sempre no marco da legalidade e utilizando meios pacíficos. Eles defendem a realização de um plebiscito entre a população fluminense, onde esta determinaria se o Estado do Rio de Janeiro deve permanecer como estado-vassalo do Brasil, ou se deve constituir uma nação independente e soberana.\r\nO movimento:\r\nO Estado do Rio de Janeiro é um dos mais ricos da República Federativa do Brasil. Somos vítimas de um injusto sistema tributário. Para ilustrar isso, utilizamos dados da própria Receita Federal, referente ao ano de 2013, onde o Estado do Rio de Janeiro pagou de impostos, no referido ano, R$ 204.150.928.197, recebeu de volta R$ 26.158.771.793 (já incluídos os royalties do petróleo).


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