Ministro Toffoli diz que se Dilma cair, Temer vai junto com ela

Com informações do 247

Ministro manda recado para ala do PMDB que tenta alavancar Temer como presidente
Ministro manda recado para ala do PMDB que tenta alavancar Temer como presidente

O Tribunal Superior Eleitoral aceitou o pedido do PSDB de impugnação da candidatura de Dilma Rousseff. Esse julgamento deve ser finalizado entre seis e dez meses. Caso a presidente venha s ser cassada, o vice Michel Temer vai junto — não existe possibilidade de separação nesse caso, que é como queria alguns membros do PMDB.

Quem disse isso foi o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal e presidente do TSE, em entrevista ao programa Canal Livre, veiculado pela Rede Bandeirantes neste domingo (8/11). A conversa ainda rendeu uma alfinetada em um colega de Supremo.

Toffoli garantiu que o TSE tem competência para cassar um mandato, ao contrário do que disse o jurista Dalmo Dallari em parecer divulgado na imprensa. “Temos um poder constitucional de cassar mandatos, como já fizemos com prefeitos, governadores e senadores. Aquilo não é um parecer, é um ‘acho que’, não teve embasamento, e o autor está equivocado”, disse o ministro. Ele ainda adiantou: não existe a possibilidade de separar a chapa e, em caso de impedimento, o vice também deixa o cargo.

O ministro afirmou que não foi ele quem escolheu a relatora do julgamento, Maria Thereza de Assis Moura (“é um sorteio feito pelo computador entre uma lista”), e indicou que, se a decisão fosse sua, seria diferente (“juiz não tem desejo, mas, se tivesse, esse talvez não seria o meu”). A polêmica em torno da escolha da relatora se deu porque, inicialmente, a juíza se posicionou contra a abertura de inquérito — ela foi voto vencido no TSE, que decidiu pela abertura do processo.

“Os ministros Gilmar Mendes e Ayres Britto inicialmente foram contra a abertura de processo contra o ex-deputado João Paulo Cunha. Foram vencidos e depois votaram a favor da condenação. Isso mostra que não existe nada que impeça a juíza Maria Thereza de fazer a instrução do processo. Ela é conhecida como mão pesada na Justiça Eleitoral e, se houver provas para cassação, ela ocorrerá”, afirmou o presidente do TSE.


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