Deputados investigados votaram em peso no pacote contra operação Lava Jato

Maioria dos deputados investigados na Lava Jato votaram em causa própria e ajudaram a enfraquecer operação.

Foto reprodução
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O grupo de 28 deputados investigados no Supremo Tribunal Federal (STF) por envolvimento na Lava-Jato votou em peso contra as medidas de combate à corrupção na madrugada de ontem no plenário da Câmara. O relatório de Onyx Lorenzoni (DEM-RS) foi dividido em 12 votações em separadas do trecho principal no texto original. Para ter um exemplo, a parte das 10 medidas anticorrupção, que previa a exclusão da figura do “reportante do bem” — que seria a recompensa para quem denunciar casos de corrupção — contou com 24 votos desses parlamentares. Os outros quatro se negaram a votar.

O quorum contra as ideias de Lorenzoni se manteve alto em outros pontos-chave da proposta: 21 foram favoráveis à criminalização de juízes e promotores por abuso de autoridade; 21 ajudaram a excluir do texto a criminalização do enriquecimento ilícito; 22 se manifestaram contra o confisco de bens provenientes da corrupção; e 21 se opuseram ao fortalecimento do Ministério Público nos acordos de leniência.

Em março do ano passado, o MPF apresentou as “10 medidas contra a corrupção. Mais de 2 milhões de cidadãos assinaram as propostas do Ministério Público que foram enviadas ao Congresso. Entretanto, na madrugada desta quarta-feira, mais de um ano e meio depois, os deputados federais desfiguraram o projeto inicial. A primeira atitude dos deputados na madrugada foi incluir emenda com a possibilidade de punição de magistrados e integrantes do Ministério Público por crime de abuso de autoridade.


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